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Espaço Cénico

05:48

La Belle Dame

Massin, Béatrice (France)

02:51

Swan Lake

Makarova, Natalia (France)

Maison de la Danse de Lyon 2010 - Director : Picq, Charles

Choreographer(s) : Makarova, Natalia (Russian Federation) Ivanov, Lev (Russian Federation) Petipa, Marius (France)

Video producer : Maison de la Danse de Lyon

Integral video available at Maison de la danse de Lyon

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02:23

Roaratorio

Cunningham, Merce (France)

01:59

Sanctum - Imago

Nikolaïs, Alwin (United States)

03:00

Collection particulière

D'Urso, Maria Donata (France)

Maison de la Danse de Lyon 2006 - Director : Picq, Charles

Choreographer(s) : D'Urso, Maria Donata (Italy)

Video producer : Disorienta;Maison de la Danse

Integral video available at Maison de la danse de Lyon

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16:09

Le Défilé

Chopinot, Régine (France)

04:14

Stronger

Branson, Wilkie (United Kingdom)

Numeridanse.tv 2009

Choreographer(s) : Branson, Wilkie (United Kingdom)

Video producer : IDILL

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Espaço Cénico

Maison de la Danse de Lyon 2019 - Director : Plasson, Fabien

Autor : Anne Décoret-Ahiha

Descobrir

« Sobe de quatro no jardim! Depois, desce a saltar do pátio! » São diretivas bem curiosas para quem não conhece a linguagem teatral!* Este vocabulário indica ao bailarino os seus movimentos em palco, e faz parte de uma organização do espaço cénico, que emergiu na Renascença, antes de se estabelecer durante o reinado de Luís XIV. Linhas e planos ordenam-se à volta de um eixo privilegiado: o centro, à frente do trono do destinatário principal do espetáculo - o rei - e onde decorrem as principais ações.  No início do século XX, o espaço cénico torna-se objeto de pesquisas e experiências. Em 1911, Nijinski concebe o Après-midi d'un faune como um baixo-relevo animado: as movimentações laterais, de perfil. Nos anos 70, a corrente pós-moderna americana, que põe em causa os códigos do espetáculo, decreta que a dança pode acontecer em qualquer sítio: em apartamentos, parques, nos telhados dos edifícios... Um pouco insólito para o espetador! Os espaços e os lugares condicionam assim a relação entre o público e os intérpretes, e fazem parte das intenções artísticas, sociais e culturais da dança. Ao propor outras superfícies e configurações, também convidam a explorar as incontáveis possibilidades do corpo em movimento. 

Description

La belle dame
Na época do ballet de corte, antepassado da dança clássica, o espetáculo, que combina poesia, música e dança desenrola-se no centro de grandes salões, delimitados em três lados por uma ou mais fileiras de galeria, nas quais os espetadores se sentavam. Ocupando o seu lugar na estrada, no meio da plateia, a família real descobria assim uma sucessão de «entradas» ou sequências coreográficas. As diferentes «entradas» de «Belle Dame» realçam as figuras e combinações geométricas que a coreografia desenha no chão.  

Le lac des cygnes – Marius Petipa  
Com a construção de estruturas permanentes sobre o modelo de sala «à italiana», a dança passa da corte para o teatro e adota um dispositivo cénico frontal. Se o enquadramento cénico permite um maior jogo de máquinas, também influencia os códigos e regras do ballet. O «en-dehors», que exige a rotação externa dos fémures e facilita as movimentações laterais, a organização dos movimentos em redor do plano axial e a manutenção do centro de gravidade, procede da incorporação das leis da perspetiva. O esplendor de uma coreografia de grupo conserva o modo como planos, linhas e eixos do espaço se materializam aos olhos do espetador. Marius Petipa brilhava nesse registo, como testemunha este extrato do segundo ato do Lac des cygnes.


Roaratorio – Merce Cunningham  
Tendo como base a teoria da relatividade de Einstein, o coreógrafo americano Merce Cunningham, rejeita a ideia de um ponto de vista único e do centro como lugar de convergência do olhar. O espaço cénico ultrapassa todas as hierarquias e adquire uma nova dimensionalidade o bailarino já não se move mais de frente, mas pode virar aos costas ao público, livre de escolher o que ele quer ver. Também pode, Pois, segundo Cunningham, «um corpo imóvel ocupa tanto espaço e tempo como um corpo em movimento».


Sanctum e Imago - Alwin Nikolaïs  
 Tal como Cunningham, Alwin Nikolaïs optou pela multipolaridade. Luz, cenário, figurinos e coreografia trabalham juntos. A exploração das possibilidades cenográficas do espaço realizado por Nikolaïs é acompanhada por um trabalho específico do corpo. Para habitar o palco, o bailarino deve investir o espaço que há nele.  
Collection particulière – Maria Donata d’Uurso  
  Maria Donata d’Urso é dividida horizontalmente em dois volumes, por uma espessa placa de vidro seccionada longitudinalmente. Inserida entre os dois lados, a bailarina tem de organizar os seus apoios com muita agilidade, para se manter em suspensão. Os seus movimentos de oscilação entre a parte superior e inferior dessa linha luminescente dividem o corpo, de acordo com o seu eixo de simetria. A coreógrafa desenvolve uma reflexão sobre o corpo, a sua estrutura e a sua superfície.

  
Défilé - Régine Chopinot  
Nesta peça, Régine Chopinot reinventa o espetáculo de moda com um toque burlesco. Limitada pela dimensão da passerelle e pela sua disposição no meio dos espetadores, sentados dos três lados, como num «desfile a sério», a sua coreografia desenvolve-se em torno de viagens de ida e volta entre cá e lá. Marc Caro retirou um clip do espetáculo que acentua bem, de acordo com a câmara, o efeito de profundeza reduzida produzido pelo dispositivo cénico.    

Défilé de la Biennale  
Inaugurada em 1996, o desfile inscreve-se na tradição popular dos espetáculos de rua. É um momento forte de partilha e de colaboração, que contribui para reforçar o laço social.


Desa Kela Patra
 
Em Bali as representações acontecem no exterior, como aqui, em frente do templo da aldeia de Sebatu. A disposição da orquestra de xilofones define o espaço da dança. Rodeados de músicos, levados pelos ritmos, os bailarinos interpretam uma das joias da arte coreográfica do Bali, outrora reservada à corte dos reis e dos príncipes.      


Stronger – Wilkie Branson  
As praças públicas, as estações, as florestas, as escadas. Os campos, os estaleiros, os museus... Tantos sítios para experiências coreográficas realizadas por coreógrafos contemporâneos. Na vídeo-danza Stronger, o chão móvel de uma floresta, cheio de folhas e de raízes, fornece um apoio instável para as figuras de breakdance. O terreno montanhoso, cheio de rochas e árvores, oferece aos dois B. Boys, apoios insólitos, alturas e profundezas irregulares, enchendo a coreografia de deslizes e subidas. 

Com mais profundidade

  CHRISTOUT, Marie-Françoise. Le ballet de cour de Louis XIV : 1643-1672 mises en scène. Paris : Centre National de la Danse, 2005. 292 p. (Nouvelle librairie de la danse).  
 CLIDIERE, Sylvie, DE MORANT, Alix. Extérieur danse : essai sur la danse dans l'espace public [Livre DVD]. Paris : Editions L'Entretemps / HorsLesMurs, 2009. 191 p. (Carnets de rue).  
  CUNNINGHAM, Merce.  « L'espace, le temps et la danse »,  in VAUGHAN, David, LUCIONI, Denise (trad.). Merce Cunningham, Un demi-siècle de danse. Paris : Plume, 1997. 315 p.  DUROSOIR, Georgie. Les ballets de la cour de France au XVII° siècle ou les fantaisies et les splendeurs du baroque. Genève : Papillon, 2004. 160 p. (Mélophiles).  
  BOISSIERE, Anne. « Appia et les espaces rythmiques », in Les carnets du paysage, 2007, n°13 & 14, Comme une danse, Arles, Actes Sud : l'Ecole Nationale Supérieure du Paysage, p. 64-79.    
  BRUNON, Hervé. « Lieux scéniques et chorégraphie du parcours : les jardins de Versailles et la danse sous Louis XIV », in Les carnets du paysage, 2007, n°13 & 14, Comme une danse,  Arles, Actes Sud et l'Ecole Nationale Supérieure du Paysage, p. 81-101.    
  KUYPERS, Patricia. « Réinventer l'espace scénique : entretien avec Lucinda Childs », in Nouvelles de danse n° 42/43 : Danse et architecture, Bruxelles, Contredanse, 2000.    
  SAILLARD, Olivier. (dir.), PINASA, Delphine. Le défilé : Jean-Paul Gaultier, Régine Chopinot. Catalogue d’exposition (Moulins, Centre National du costume de scène et de la scénographie, décembre 2007 – mai 2008). Paris : Musée des Arts Décoratifs, 2007. 256 p.  
  « Une nuit balinaise ». Programme de spectacle, Troupe des artistes de Sebatu (Bali), Biennale de la danse, 14 - 16 septembre 2012.   

Autor

Anne Décoret-Ahiha é uma antropóloga de dança, médica da Universidade Paris 8. Orador, formadora e consultora, desenvolve propostas sobre a dança como recurso educacional e projeta processos participativos que mobilizam corporeidade. Ela anima o "Aquecimento do espectador" da la Maison de la Danse.
 

Créditos

Selecção de Excertos

Olivier Chervin


Selecção de textos e bibliografia

Anne Décoret-Ahiha

Produção

Maison de la Danse  
 

O Parcours “Espaço cénico” foi lançado graças ao apoio do Secretariado Geral de Ministérios e Coordenação de Políticas para a Inovação Cultural. 

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